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Carlinha em Atenas


NYC...

Como os primeiros colonizadores dos Estados Unidos, também me senti descobrindo a América. Isso porque visitei cidades tão diferentes entre si, que deu pra ter uma maior noção do país. Eu e a Net encontramos meus pais e a Katia e o Bruno, que já estavam viajando de carro, na nossa primeira parada: a cidade de Nova York.

 

 Net e a sra. Estátua. No Museu de Arte Moderna vc pode ouvir as informações de várias obras através de um aparelho que eles alugam.

 

Foi meio estressante achar um hotel, NY é uma cidade cara. Depois de pesquisar muuuito encontramos um hotel bem localizado, na esquina da 47 com a Broadway, mais barato que os outros, mas com o quarto ruim para cadeirantes. Enfim, com o pessoal ajudando, deu tudo certo. Não espere muita gente amigável em NY, parece que estão sempre mal humorados e com pressa. Mas é só coisa de cidade grande... enorme...

 

Lá o esquema era andar, andar e andar (no meu caso rodar. Rs..). Putz, fiquei muito cansada. Comparando com antigamente, ficar sentada na cadeira me cansa bem mais do que quando andava o dia inteiro. Mas a Katia e o Bruno, os “guias”, eram incansáveis. O lado bom é que conhecemos muita coisa. Nova York é uma cidade que não pára. Pra conhecer todos os pontos turísticos acho que seria necessário mais de um mês. E nós, em 5 dias, conhecemos o Museu de cera, a Estátua da Liberdade, o Museu da História Natural, a 5ª avenida, o lugar das Torres Gêmeas, o Empire State, Times Square, Central Park, o Museu de Arte Moderna, Chinatown, o Fantasma da Ópera, ilha de Ellis (o lugar onde os imigrantes eram recebidos 1892-1954), Litle Brazil...

 

1- Vista de Manhattam. 2- Bruno na Times Square. 3- Meu pai onde ficavam as Torres Gêmeas. 4- Central Park.

 

Gostei de tudo. Pra mim é muito difícil selecionar os melhores, mas vou falar um pouquinho de três visitas marcantes:

 

1-  Estátua da liberdade. Lá não há nada demais, a estátua e um museu. Porém, é um símbolo importante que faz a ida impreterível. Não fui ao museu e nem subi na estátua, só existe acesso para cadeira de rodas até a base. Sempre achei que ela era de mármore, mas não, é de cobre. Ela tem a cor esverdeada por causa da oxidação.

 

2-  O lugar das Torres Gêmeas. Um lugar triste, como um túmulo. Há um aviso para que os turistas não comprem nenhum souvenir lá. Isso para manter o clima de respeito. No cantinho, quase escondido, havia um musico tocando Oboé (instrumento de sopro) como homenagem. É interessante ir porque vc se depara com um fato histórico, recente, e que resultou em atitudes que afetam todo o mundo. Transmitido tantas vezes pela TV, a crueldade fica um pouco banalizada, lá, o fato fica próximo, real, a um palmo de seus olhos. Vc sente o clima de dor, da ferida numa cidade que é famosa exatamente por ter tanta vida. Tem uma cerca em volta que impede de entrarmos. A cerca é negra e quadros informam sobre o ocorrido em 11 de setembro. Tem um quadro enorme com o nome de todas as pessoas que lá morreram. Eles os chamam de heróis, talvez, o mais apropriado seria vítimas. Refleti bastante. No dia do 11/09 eu cheguei a ver pela televisão o 2º avião colidindo com a 2ª torre ao vivo. Imagino o que as pessoas nos aviões e nas torres sofreram sem culpa. Triste...

 

3- O Fantasma da Ópera. Maravilhoso! Fiquei com uma excelente impressão do que é um show da Broadway. A música, os atores, o figurino, o roteiro... me emocionei muito. Imperdível. A gente deu uma sorte de estar passando na frente do teatro e descobrir que naquele dia havia uma promoção. O lugar para cadeirante não era muito bom, tinha um “morrinho” que me deixava desequilibrada. Talvez por isso para nós, cadeirantes, o preço é ainda mais barato. Acabei dando um jeito e amei o espetáculo.

 

Caramba, só falei de NYC e ainda nem falei tudo. Bom, acho melhor deixar Orlando e Daytona Beach pro próximo post. Faltam só mais alguns dias e estarei de volta à terrinha.

 

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 13h20
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