Atendendo a pedidos.
Apenas 1 dia e... Quanta atividade! Eu e a Katia até brincamos, eles estão se sentindo tão em casa que só em 1 dia já parece que esses 2 estão há um ano por aqui! Rs...
Nem tudo são flores. Ao chegarem em Chicago depois de umas 11 horas de vôo, ficaram ainda 1hora e meia dentro do avião aguardando autorização para decolarem. O aeroporto ficou sem teto (sem condições de vôo) devido uma tempestade. Eles estavam num engarrafamento de aviões esperando para decolar. Nesse meio tempo, meu pai que é uma figura, ficou treinando seu inglês aprendido há uns 30 anos atrás. Muitas pérolas... Ele vira para minha mãe e diz:
Ele: I’m ugly (eu sou feio).
Ela: Por que você está dizendo isso?
Ele: Ah! To doido pra comer alguma coisa! Hehe!!
Ele não tem vergonha alguma, cumprimenta as pessoas em portuenglish, gesticula, se vira e não ta nem aí. Cômico e show!
O casal está “hospedado” em meu humilde apê. Ta apertadinho, mas até agora nada de pânico.
Ontem, direto do aeroporto foram para a festa de 30 anos do lugar onde a Katia faz aulinhas de inglês. Depois, visitaram uma amiga nossa, Jenny, que tem um carro adaptado show. O pai dela estava fazendo um pão de milho, o meu, crente que ia ganhar um pedaço mas... Aqui não é costume oferecer comida pra visita. Haha! Coitado, tava morto de fome. À noite dormiram? Nada. Festinha surpresa de despedida da Katia e do Bruno.
Algumas nacionalidades (dir para esq): Equatoriana, Alemã, Suíça e Tcheca.
A festa era uma mistura de nacionalidades. Meu pai gostou da “festa Marciana”, segundo o próprio. Hoje acordaram cedinho e foram andar pela UofL, minha universidade que é bastante arborizada e onde moram vários esquilos. Não é que os sortudos viram um branquinho? Dos milhares esquilos marrons da universidade, apenas 2 são albinos. E nunca vi um e nem a Katia, que mora aqui há dois anos. Invejinha...

Concerto...
Ganhamos ingressos para assistir ao concerto da orquestra de Louisville. Um pianista prodígio que vem tocar aqui apenas uma vez ao ano se apresentou. Sorte nossa! Minha mãe adorou. Ficou emocionada e com um sorriso de lado a lado. O lugar estava cheio de velhinhos. Tudo de cabeça branca. Lá de cima parecia até algodão doce. A gente estranhou porque é raro os nossos velhinhos saírem pra uma “balada” no Brasil. Sabem aqueles velhinhos até encurvados, tortinhos, andando de muletas? Pois é, todos superarrumados indo se divertir. Eles têm dinheiro e querem qualidade de vida. Se você vir no Brasil um monte de velhinhos juntos, já desconfia: será que é a fila do INSS? Uma cena engraçada: o pai do Bruno abriu a porta para uma velhinha de andador passar. Ela disse, como se ele fosse uma criancinha, que a mãe dele devia estar orgulhosa do filho que tem. Cute...
Almoçamos na casa da Paola (a mesma que organizou a despedida surpresa). Outra pérola: ela foi oferecer mais comida para o meu pai, ele, já satisfeito falou: “no, thanks, I’m hungry” (não, obrigado, estou com fome). Hehe! Depois, os incansáveis foram visitar algumas lojas, inclusive uma da Haley Davidson, que meu pai motoqueiro é apaixonado. Acabou? Ainda não. Fomos a um churrasco americano oferecido pelo professor do Bruno. Meu pai e minha mãe estranharam o tempero. Aqui é tudo doce. Onde dá pra colocar um molhinho doce, os americanos colocam. Por exemplo, lá comemos carne, feijão e milho doce. Duas pérolas: 1ª- ele foi perguntar algo para a dona de casa e disse: “Let me answer you something”. (tipo... posso te responder algo) Rs...
2ª- ele queria mais coca: “ainda have?” Hehe!

Futebol brasileiro em churrasco americano.
Eles estão adorando a cidade que realmente é muito bonitinha, minha mãe gosta da quantia de árvores e flores da cidade, meu pai da arquitetura. Vou terminar com uma pérola minha pra aliviar a barra do meu pai. Vou encurtar. Foi + ou – assim: estava em um jantar e queria dizer que no Japão eles comem calados porque é falta de educação não degustar a comida de quem ofereceu o jantar. Por isso, eles comiam calados, pois estavam degustando a comida. Querendo “aportuguesar” disse que eles estavam “desgusting” a comida, essa palavra não existe e a pronuncia ficou igual a “disgusting” que significa tendo repulsa, meio que nojo. Kkkkk!! Mico mor!!
Bjoos...
Escrito por Carlinha às 22h00
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