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Tornado!!
Ontem à noite passei um medo! Por volta das 19hrs tava chovendo e ventando muito forte. O vento estava tão forte, que quem estava fora, ouvia bem alto o assovio da ventania. Pouco depois, começa uma sirene lá fora, acho que vinha do centro da universidade. Eu não sabia o que significava a tal sirene. Mas as coisas começaram a fazer sentido. Perguntei pra Net se a sirene era de polícia, bombeiro, e ela disse que não vinha de carro algum. Aí me lembrei da Katia falando: “na primavera aqui chove muito e tem até risco de tornado, se houver um, vc tem que ir pro “basement” (porão. A maioria dos prédios tem por medida de segurança). Arh! Me deu um medão e liguei pra ela. A Katia disse que tava tentando me ligar e que só dava ocupado. Ela estava no prédio de música assistindo um recital, e enquanto falava comigo, a responsável pela segurança do prédio empurrava ela:” Pro porão! Pro porão!”. Era realmente um alarme de tornado.
Coloquei a roupa o mais depressa possível (tava quase indo tomar banho), e descemos. Só deu 1 pique de luz. Não acabou a energia aqui, por isso deu pra usar o elevador. No prédio em que a Katia estava, acabou. Chegando embaixo, a “desk attendant” tava super nervosa. O alarme do prédio tocando estridentemente, ela de um lado pro outro telefonando. Isso porque a porta de acesso pro porão estava trancada. Maior galera lá embaixo esperando solução. Detalhe, pra ir pro porão, ou vc vai de escada ou pega outro elevador (diferente do 1º que peguei). Esse “outro elevador” não abria a porta de jeito nenhum. Ou seja, EU, tava lascada de qualquer forma! Nem tudo nos states funciona perfeitamente! Rs...
O pessoal tava preocupado porque já havia tido 2 “touchdowns” (pelo que entendi, não sei se entendi direito, é quando está em cima e desce) em uma região próxima. Então o risco de tornado era grande. Não demorou muito, chega o segurança para abrir o porão. Imaginem um cara gordo; o dobro disso (lembrei do Fred em Barra Grande agora). Fiquei pensando... Será que se precisar me carregar ele consegue? Os braços dele eram curtos, sei lá! Ele andava meio sem equilíbrio... bom, no desespero, era capaz de eu agarrar até no pescoço magrinho da Net! Rs.. Acabou que quando finalmente ele abriu a porta do porão, avisaram no rádio que o perigo de tornado havia acabado. A “desk attendant” brincou: “bom, pro próximo, a porta já está livre!”.
Pontos positivos: saí da rotina, treinei meu inglês e agora, já sei como proceder e qual número devo ligar pra ser retirada do prédio em caso de tornado, incêndios e etc... Espero não ter que usar! Hehehe!!
Bjoos...

Uma foto pra tranqüilizar a galera. Eu, tranquilíssima, depois do 1º concerto que assisti do Bruno. Ele tocou tão bem que o povo aplaudiu de pé. Ah! Hoje é o recital de formatura dele.
*Guigo, até vc escreve comentário no lugar errado? Também demorei pra encontrar. É mal de família? Hehe! Bjo grande pra vcs. Luuu! Q saudade! Fico mto feliz com tuas vitórias (já trabalhei de mídia, mas não é a minha). Aparece sempre! Bjão!
Escrito por Carlinha às 14h12
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Quase a mesma galera e duas saídas totalmente diferentes!

Quem diria que uma saidinha tão inocente me trouxesse tanta chatiação! Hehe! Até aí tava ótimo! Observem meu copo. Olha como sou uma menina ajuizada. Rs...
Sábado retrasado a galera da minha turma resolveu fazer um churrasco. Churrasco aqui nem se compara ao churrasco brasileiro (hum...)! Aqui é só hambúrguer e salsicha na grelha. Carne pronta, você coloca no pão sem molho, tasca ketchup e mostarda (se não gosta, se lascou! Come seco mesmo!) e bota pra dentro! Hehe!
A gente levou pão de queijo, que fez o maior sucesso! Além dos estrangeiros, alguns americanos estavam lá. Estão fazendo “missões” (religião: mormo) em Louisville. Tadinhos, maior soleu e eles engravatados, de camisa de botão e sapato social. Enfim, pra eles não é estranho. Super gentis. Deu pra treinar um pouco inglês. Eles estavam aprendendo espanhol e português e ficávamos trocando de língua. Mas deu pra papear bastante em inglês.
Esses professores americanos... Chegaram todos atrasados! Imagino que pensaram: ah! Festa de latino sempre começa atrasada. Rs... Doce ilusão! O churrasco já tava quase acabando quando chegaram! Hehe! Aliás, por incrível que pareça, to adorando esse negócio de horários certinhos. É muito bom! Vc vê o horário de inicio de um evento e não é mentira, ele realmente inicia naquele horário! A aula termina e começa no prazo. Vc marca um jantar e na hora combinada ta todo mundo lá (viu nucleotídias. Rs..)! Dá pra se planejar. Acho q volto mal (ou bem?) acostumada. Vcs vão ter que me engolir! Hahaha!!
Saí com esse povo neste sábado de novo. Putz! Q programa de índio!! Disse pra mim mesma que não me enfio + em furada como essa. To deixando registrado aqui pra não me esquecer. Fomos ao “The Pub” primeiro, até aí foi bem legal. Quando saímos de lá que desandou. Aqui as coisas começam cedo e terminam cedo. Mas esse povo tava louco pra ir badalar! Pessoal legal, mas muito doido pra minha cabecinha normal. Saímos de lá entre 24:30, 01:00 da madruga caçar boate. Essa hora as pessoas aqui já estão começando a ir embora da night e a nossa, só começando... ai, ai...
Enfim, na primeira, tava muito cheia, desistiram. Resolveram ir até outro estado, isso mesmo, outro estado, Indiana, atrás de boate! Arf! Isso que é vontade! Eu já tava doooida pra ir embora. Chegando lá, tava vazia, uma droga. Lá vamos nós pra uma + perto mexicana. No carro estávamos eu, Net, Wei-Lin e Wilbert, a Wei-Lin e a Net estavam atrás do carro já no 10º sono. O namorado da Wei-lin, (que não estava bêbado) dirigindo “barbeiramente”, e eu me lascando no banco da frente morrendo de medo. Pior, o cara ta no nível básico de inglês e não entendia quase nada do que eu falava! Chegando à boate mexicana, eles foram checar, e as chapadas ficaram no carro esperando e dormindo. Aparentemente tava muito ruim. Tinha apenas 3 carros no estacionamento. Os nossos. Hehe! Mas... 45 minutos depois eles voltam na maior cara lavada. Fiquei mto p da vida! Morrendo de sono, frio, fome, argh, argh, 3x argh! Haja paciência! Lascação total!
Depois fomos para um fast food 24 hrs, comemos comida gordurosa e graças, voltamos pra casa. Fui dormir umas 04:00, 04:30... Aí em Brasília, tudo bem, é normal. Aqui só tinha a gente de alma penada na rua! Madrugada inteira rodando de carro? Nunca mais!!
Detalhe, combinei com a Katia de ligar para ela se quisesse carona de volta. Como não precisei, não liguei. Sei lá que horas eram quando ouço alguém bater na porta:
_Carla! Vc ta aí? Tadinha! Meu telefone tava quebrado sem tocar, ela preocupada veio até aqui de madrugada conferir o bem estar da irmãzinha. Não é bonitinho? (só não foi bonitinha a cara dela. Hehe! Nem a bronca!)
Katita, fica aí registrado meu pedido de desculpa.
Bjoos...
Notícia de última hora: galerinha, valeu pelas orações! Hoje (há uns 30 min) quase caí da cadeira de banho! Enquanto ficar no “quase” ta bom! Hehe! Às vezes acho que fico meio metida, esqueço que sou tetra e abuso. Tava fazendo umas *elevações no banheiro, lugar digamos pouco adequado pra essa movimentação, perdi o equilíbrio e, como não tenho controle de tronco, caí com o tronco pra frente! Com o peso da cabeça e do tronco fui começando a pender pra frente. Sorte que no meio do caminho tinha uma parede. A parede do banheiro me salvou, barrou minha queda. É isso aí, podem colocar meu anjo da guarda pra trabalhar! Rs...
*elevação - ato de elevar o corpo da cadeira de rodas, usando os braços como apoio. No meu caso, ato de tentar elevar o corpo da cadeira de rodas! :)
Escrito por Carlinha às 22h54
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