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Para terminar bem, a viagem de volta também tinha que ter confusão! Esse é meu último post do blog: a chegada em Brasília. O padre que me buscou no aeroporto se ofereceu a me deixar. Fiquei muito feliz, pois com as malas que estava seria impossível ir de metrô. Quando sento no carro, a poltrona estava toda encharcada! Não sei se é costume grego, mas o cara que lavou o carro do padre também caprichou nas poltronas. Bom, eu, Net e Fabio ganhamos a carona até o aeroporto, mas também o bumbum molhado! Hehe! A gente fingiu que estava tudo bem. Não sei se o padre também fingiu, mas o fato é que a poltrona dele estava molhada igual a da gente e ele não reclamou.

(pessoal trabalhando na editoria)
Minha rota: Atenas – Milão – Rio de Janeiro – Brasília. No aeroporto de Atenas tudo foi tranqüilo, só deu trabalho plastificar (no protect bag) a cadeira motorizada e a mala gigaaaante e pesada que continha as baterias da cadeira e a outra cadeira de banho e que além de tudo, estourou o zíper! Essa foi a mala extraviada e encontrada no início da viagem. Ô abacaxi!
Tudo despachado, Carlinha estava crente que a viagem seria tranqüila. Que nada! Chegando na Itália, passei para a cadeirinha minúscula e desconfortável da ALITÁLIA (empresa aérea). Eu, toda torta, esperava minha cadeira manual (a qual insisti para a ALITÁLIA que estivesse disponível assim que aterrissássemos) e que não aparecia nunca. Pensei: cara, perderam minha cadeira! Dito e feito. Depois de uns 40 minutos a funcionária da ALITÁLIA me diz que encontraram a cadeira. Por algum motivo ela estava junto com as bagagens (as bagagens que despachei para o Rio). Eu relaxei né. Mas ainda demorou bastante para trazê-la.

(Fabio, eu embrulhadinha e Natália na volta Milão - Atenas)
Inacreditável! Confiante que meu problema estava resolvido, levei um susto. De longe veio chegando o funcionário da ALITÁLIA com minha cadeira motorizada ao invés da manual. Cara, eu a tinha despachado para Brasília porque ela é pesadíssima, não anda sem bateria, um trambolho para carregar. Retiraram a proteção plástica, montaram ela de forma errada e ainda veio sem as baterias o que a torna inútil. Putz! E agora, o que eu vou fazer com esse trambolho? Imagina eu e a Net com aquilo. Impossível! Fiquei muuuuito brava! E quando conseguem me deixar brava, sai de baixo! Em inglês disparei a falar! Disse que tava errada, era outra, que tinham que plastificá-la novamente, que ia quebrar, que não podia ficar sozinha com aquela cadeira, que tava tudo errado, que pedi uma coisa e fizeram tudo diferente, que ia perder a almofada, que veio sem bateria... Imaginem a minha calma falando isso, com o horário do outro vôo se aproximando, ou seja, além de poder perder o avião para o Rio, não daria tempo de ir ao banheiro antes da viagem de quase 12 horas, esperando há mais de uma hora e meia a minha cadeira e cheia de dor por causa da cadeirinha. Hahaha! Agora é engraçado! Só sei que o funcionário da ALITÁLIA saiu bravo, deve ter me xingado muito em italiano (não entendi bulhufas e era ele falando de um lado e eu do outro). Depois de mais um tempão, ele volta com minha cadeira manual. Que felicidade! Mas nem olhei para a cara dele (hehe). Ainda tava brava. A funcionária da ALITÁLIA que ficou comigo o tempo todo disse que a encontraram no lugar de bagagens perdidas. Fala sério!
Atrasados, fomos correndo para pegar o avião da Varig. Ou seja, não deu tempo de fazer reclamação para a ALITÁTIA e nem “xixi”. Como chegamos tarde, tive que ser a última a entrar. Na Varig o tratamento foi excelente. Acho que o avião já estava sem poltronas na econômica ou o responsável ficou com pena de mim, o fato é que voltei na business class. Ahhhhhh......
O avião atrasou e ao chegar no Rio, sem problemas “cadeirísticos”, fui correndo para o banheiro, óbvio. Rs! Bom, não deu tempo de passar no free shopping, quase perco o avião, mas finalmente voltei para Brasília. Ehhh! To na área!
Essa viagem representou para mim uma evolução incrível. Consegui atingir todas minhas metas. Tanto as profissionais quanto as pessoais. Agradeço a todos que acompanharam minha jornada, me incentivando através dos comentários, ficando na torcida ou dando aquela força aqui em Atenas, meus amigos do projeto. Valeu galera! Por isso termino com essa foto. Todos os atletas vencedores ganhavam uma coroa de oliveira, o louro da vitória. Essa viagem para mim foi uma grande vitória! Até a próxima aventura!! Bjooos...
Escrito por Carlinha às 23h15
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