Histórico
 10/05/2009 a 16/05/2009
 03/05/2009 a 09/05/2009
 26/04/2009 a 02/05/2009
 19/04/2009 a 25/04/2009
 08/03/2009 a 14/03/2009
 04/05/2008 a 10/05/2008
 26/08/2007 a 01/09/2007
 19/08/2007 a 25/08/2007
 05/08/2007 a 11/08/2007
 29/07/2007 a 04/08/2007
 22/07/2007 a 28/07/2007
 10/06/2007 a 16/06/2007
 13/05/2007 a 19/05/2007
 01/04/2007 a 07/04/2007
 03/12/2006 a 09/12/2006
 29/10/2006 a 04/11/2006
 01/10/2006 a 07/10/2006
 24/09/2006 a 30/09/2006
 10/09/2006 a 16/09/2006
 13/08/2006 a 19/08/2006
 16/07/2006 a 22/07/2006
 28/05/2006 a 03/06/2006
 07/05/2006 a 13/05/2006
 30/04/2006 a 06/05/2006
 23/04/2006 a 29/04/2006
 09/04/2006 a 15/04/2006
 26/02/2006 a 04/03/2006
 05/02/2006 a 11/02/2006
 08/01/2006 a 14/01/2006
 18/12/2005 a 24/12/2005
 04/12/2005 a 10/12/2005
 20/11/2005 a 26/11/2005
 24/07/2005 a 30/07/2005
 26/06/2005 a 02/07/2005
 19/06/2005 a 25/06/2005
 12/06/2005 a 18/06/2005
 22/05/2005 a 28/05/2005
 15/05/2005 a 21/05/2005
 08/05/2005 a 14/05/2005
 01/05/2005 a 07/05/2005
 24/04/2005 a 30/04/2005
 17/04/2005 a 23/04/2005
 10/04/2005 a 16/04/2005
 03/04/2005 a 09/04/2005
 27/03/2005 a 02/04/2005
 20/03/2005 a 26/03/2005
 13/03/2005 a 19/03/2005
 24/10/2004 a 30/10/2004
 10/10/2004 a 16/10/2004
 03/10/2004 a 09/10/2004
 26/09/2004 a 02/10/2004
 19/09/2004 a 25/09/2004
 12/09/2004 a 18/09/2004
 05/09/2004 a 11/09/2004


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis


 
Carlinha em Atenas


Eslovênia

Acabou o campeonato na Eslovênia. Minha melhor oportunidade foi contra a equipe inglesa. Eu e uma francesa acabamos perdendo de 3x2 e o jogo em duplas foi decisivo. No último set, dois à dois, perdemos de 12x10 (o set vai até 11). Quase, quase... Fiquei triste, claro. Mas o pensamento é: “Next time!”. As melhores colocações do Brasil foram dois bronzes em equipe. Um da Jane e outro do Carluxo.

 

 

A pensão pertinho do aeroporto 

 

 

Já chegamos à capital da Eslovênia para viajarmos de volta ao nosso querido país. A seleção do Brasil já foi ontem. Por conta do problema da passagem na vinda, fiquei. Vou hoje. Estou numa pensão/hotel familiar. A mãe é a gerente, o pai o motorista e o filho auxiliar e tradutor. Hehe... Lindinha! E por incrível que pareça: bem acessível.

 

 

 

Depois de sopinha com pão, vem essa comida e ainda teve sobremesa (feita pela mãe/gerente/cozinheira). Tudo uma delícia! Haja regime no Brasil!

 

 

 

Mais uma "batatada" de taxistas comigo: O motorista, que não usava desodorante (eca!), nos trouxe e a corrida marcava 7,30 euros. Ok, retirou as malas, me ajudou a transferir e marcava 8,00 euros. Na hora de pagar me cobrou 10, 00 euros. Perguntei o porquê se o taxímetro marcava 8,00. Na maior cara de pau, falou: “por causa das bagagens”. Fala sério, né?!

 

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 05h09
[] [envie esta mensagem]



Eslováquia: Dia livre em Ruzomberok

Hoje conhecemos uma vila que está na lista da Unesco como patrimônio cultural da humanidade. O nome é complicado: Vlkolínec. Mas só conhecemos por birra e muuuita teimosia!! Nós somos chatos mesmo! Kkkk... Bando de cadeirantes que não se conformam em ficar quietinhos! Coisa difícil, gente!

 

Kovaski, Carla e Joyce. Faltou o Carluxo na foto. Nem conto onde ele estava. hehe...

 

Primeira dificuldade: o carro.

 

Pedimos uma Zafira porque tinha que caber três cadeiras de rodas atrás. Ok, todos acomodados, cadeiras e rodas empilhadas no porta-malas, quase não fecha, faz uma forcinha ali, empurra um tantinho aqui e pronto! Mas eis que surge o Carluxo. Já estávamos esperando ele. Mas havíamos esquecido um detalhe: o Carluxo é uma atleta que anda, no entanto, não consegue dobrar os joelhos.

 

Gente, o esforço que ele fez para sentar no banco de trás... Impossível. Não tinha como entrar com as pernas esticadinhas. Foi aí que percebi o quanto o taxista era legal. O Peter já tinha nos ajudado a entrar no carro e empilhar as cadeiras. Desfez tudo, ajudou o Kovalski (cadeirante) a sair do banco da frente e ir para trás, arrumou os bancos na maior paciência e reorganizou as cadeiras. Com ajuda da Nete, claro. O Carluxo coube e lá fomos nós: tres cadeirantes, um mais ou menos e a Nete. A única andante corajosa da galera!

 

 

 Nete, a guerreira!

 

 

Fomos chegando a aldeia e era linda. Só que era subindo no pé da montanha. Quanto mais alto ficava, mais o terreno, diga-se de passagem, de pedrinhas batidas, ficava íngreme. A idéia era o taxista nos deixar no topo e irmos descendo, conhecendo a vila até a base. Quem disse que deu? O Kovalski foi a cobaia. Só foi descer na cadeira que ela não parava quieta. Derrapava para um lado, para o outro e a Nete deu o veredicto: não dá. Sozinho com cadeira, não.

 

 

Quase voltamos para o hotel. Mas o Peter perguntou para seu chefe se poderia nos esperar lá. O chefe deixou por 10 euros a hora. Só precisávamos mesmo de uma hora para conhecer a vila. E eu perguntei se então ele poderia nos ajudar. Pra minha surpresa, ficou super feliz! Nossa, difícil cadeirante encontrar taxista gente boa assim! Desceu com o carro conosco até a igreja, subiu esses tres cadeirantes na escada da casa que é um museu, tirou foto nossa e também pediu para tirar conosco, e empurrou o Kovalski, e às vezes a Joyce, ladeira acima e ladeira abaixo. Sempre satisfeito mostrando o sorriso que faltava alguns dentes. Engraçado, imagino que dentista seja muito caro aqui. muitas pessoas tem os dentes errados ou a ausência deles.

 

Peter atras do Kovalski, tirando água (natural, corrente da montanha. Geladinha... Uma delícia!)

do hidrante da vila. Ao lado,  torre com o sino. Meio de comunicação do antigo povoado.

 

Pra finalizar, ainda nos levou pra conhecer um lago perto do hotel “de grátis”. E na chegada ao hotel, ajudou todo mundo a voltar para suas devidas cadeiras! Tirando o Carluxo que não precisa de cadeira, claro. Mas ele também teve a atenção do Peter. Veio batendo maior papo em “Portuenglish” com o eslovaco. O Peter gostou bastante da nossa turma. Uma boa alma esse taxista. Que Deus o abençoe.

 

*Fico devendo uma foto do Carluxo.

 

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 18h15
[] [envie esta mensagem]



Eslováquia: Treinamento da seleção

Como é a rotina dos atletas da seleção? Um de nossos atletas, o Edmilson, nos comparou ao Big Brother. Faz sentido: longe de casa, muita convivência com as mesmas pessoas, o dia a dia são todos meio iguais, e de vez em quando, uma competição emocionante…

 

Não parece, mas é verdade. Nesse período de treinamento a rotina é bem… rotina! Acordamos cedo para o café da manhã. A comida não é como a dos hotéis do nordeste no Brasil, mas é boa. Um pãozinho meio mole meio duro, o “hot” milk frio, um café especial que vem com biscoitinho e o “pãomelete”, uma mistura de ovo e pão que eles fazem aqui.

 

Vamos de cadeira e de pé para o clube treinar. Fica uns 200m do hotel. Fazemos um super alongamento/aquecimento  com o físioterapeuta LG e só então vamos à mesa. Lá batemos bolinha e treinamos. O nosso técnico Zé Ricardo fica dando instruções. Às vezes um saca, o outro recepciona e repetimos, repetimos, repetimos, repetimos os meeeesmos movimentos centenas de vezes buscando a tão desejada perfeição. Haja bolinha pra Nete catar! Coitada. Sai zonza!

 

Joyce e eu em frente ao supermercado. Nosso clube fica à esquerda.

 

Almoçamos. Cada um tem direito a duas bolotas de arroz, ou batatas (eles amam batatas rs) e um pedaço de carne.

Os homens andam fazendo regime forçado e fazem a festa no lugar mais bombante da cidade: o supermercado que fica

ao lado do nosso clube. O povo anda até escondendo chocolate debaixo do travesseiro! Hehe

 

À tarde o clube não é mais nosso. Daí ficamos na fila para jogar com o povo da cidade. Os andantes se dão bem.

Raramente um cadeirante eslovaco aparece, então jogamos entre nós três (Joyce, eu e Kovalski). A Joyce que é

 classe 4 (paraplégica com controle de tronco) teve que comprar uma atadura pro braço coitada! Eu e o Kovalski

somos classe 2. Dois tetrinhas. Dá-lhe bolinha curta e Joyce dando braçada na mesa! Com vergonha hihi...

 

Não dá pra ver direito mas esse é o "filósofo" Kovalski!

 

É assim, normal. Como disse o Kovalski hoje e acredito ser um pensamento compartilhado pelos atletas: “aqui eu durmo,

como e jogo tênis de mesa. Nem arrumo a minha cama! E mesmo assim, ainda sinto saudades de casa”.

 

*Fotos: Elinete Rodrigues (Nete)

Bjoos... 



Escrito por Carlinha às 18h06
[] [envie esta mensagem]



Eslováquia

A falta de sorte me ronda. Não vou falar aquela palavrinha porque aumenta ainda mais a falta de sorte!

Quando perdi o avião, quer dizer, não me deixaram embarcar por um erro de nome na passagem e vi

a seleção brasileira de tênis de mesa paraolímpico indo sem mim, pensei que tudo de ruim já tinha passado!

Afinal, ir d3pois de três dias e não jogar o campeonato para o qual se treinou meses já é bastante ruim. Mas não.

Claro que para mim as coisas não poderiam ser tão fáceis. To ficando “expert” em sair de roubadas! Hehe.

Chego em Bratslava e fico sabendo que minha malinha (as malonas tinha enviado com o Zé, o técnico, ainda bem), foi extraviada.

Para completar, não encontrava o transporte da organização que devia ter ido me buscar. Só depois fui saber, que ele me esperava

no desembarque errado. Enfim, cheguei no hotel e nada de reserva no meu nome ou alguém da seleção. Ainda bem que a

recepcionista ficou com peninha de mim (acho que por conta do meu cabelo desgrenhado e das olheiras de quem dormiu apenas

duas horas no dia anterior) e deixou eu subir para jantar.

No salão não encontrei garçom. Só tinha salada. Com a fome que eu tava, achei uma delícia! Rs... só então encontrei o fisioterapeuta

 da seleção, o Luis Gustavo. Ele me ensinou a manha de pedir comida para o garçom escondido. Acabou? Nada. Na hora do banho,

 descobri minha cadeira de banho com a roda quebrada. Putz! Como sou bem tetra, preciso dela. Foi um sacrifício tomar banho.

 Mas improvisei. Foi difícil, mas não impossível!

 

Espero que meu aza... opa! Minha pouca sorte se encerre por Pietany. Amanhã a seleção brasileira de tênis de mesa paraolímpico,

e desta vez eu também, vamos para Ruzomberok. Devem ser umas três horas de carro. Treinamos lá até o campeonato na Eslovênia

no início de maio. Daqui a seleção leva boas lembranças. O 4º lugar no idividual de Carlos Carbinatti, também o 4º lugar em equipe

de Carbinatti e Edmilson Matias e o 3º lugar em equipe de Carluxo que fez parceria com um francês.

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 19h13
[] [envie esta mensagem]



Nem acredito que consegui colocar legenda na chamada!! Uhuhhh... Demorei mais de duas horas! caramba... Tá meio "capenguinha", fora do "ritmo" da fala, mas... minha primeira vez! Valeu!

Vou tentar na TV uma versão em Libras pra internet, mais para frente, quando tiver o site do Reporter Brasil.

É meu povo, tentei, mas não rolou de colocarem legendas ou Libras na TV. Dessa vez não deu, mas não desistirei! hehehe... Sou teimosa e chata pra burro!!  Muito feliz

 

Bjoos



Escrito por Carlinha às 21h40
[] [envie esta mensagem]



Olá pessoas!! Pra falar a verdade, nem sei se ainda tem gente que acessa meu blog. Também, a dona parou de escrever faz meses! Embaraçado hehe... Confesso: rola uma baaaita preguiça!
Mas esse negócio de ser "Bombril" não é mole não! Eu tenho 1001 utilidades e zero de tempo livre! rs... Enfim, to postando a chamada de uma reportagem que fiz para a TV Brasil. Demorei meses! Participei de tooodas as etapas! E estou feliz da vida com o resultado! Riso

Dia 12 de março, quinta-feira, às 22h na TV Brasil.

 

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 22h36
[] [envie esta mensagem]



1a. Conferência Nacional da Juventude

Olá!

 

Participei de uma experiência única. Foi a 1ª Conferência Nacional da Juventude. Representei o clube onde treino tênis de mesa, CETEFE. A metodologia foi a seguinte:

 

No 1º dia discutimos nos nossos grupos de trabalho os temas para propormos as políticas públicas da área. O meu, claro, era sobre os jovens com deficiência.

Nossa, foi bem legal! Ouvi reivindicações que nunca havia ouvido de outras pessoas com outros tipos de deficiências. Hehe... Por exemplo, os surdos que preferem um intérprete de libras (a língua brasileira de sinais) do que legendas por não saberem, em sua maioria, ler.

 

Propomos seis pautas. A mais importante foi pedir a ratificação da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU como emenda constitucional. Essa convenção engloba muitas das nossas reivindicações em todas as áreas!

 

Eram 23 grupos temáticos. Do total de 138 propostas apenas 21 sairiam como prioridade para guiar as políticas públicas em relação aos jovens pelo governo. E essa proposta nossa foi aprovada!! Por unanimidade os jovens disseram sim aos direitos de inclusão das pessoas com deficiência.

 

Pela 1ª vez subi em um palanque pra defender uma idéia. Me senti a política! Hahaha... Nada a ver! Mas quando você defende algo em que acredita ser justo, acho que as pessoas percebem. Jovens de todas as tribos defendendo a igualdade de oportunidades e tratamento mesmo na diversidade. Show!!

 

Bjoos...

 



Escrito por Carlinha às 22h36
[] [envie esta mensagem]



Carla, a louca! Hahaha...

 

Para quem não conseguiu imaginar essa menina angelical, de sorriso aberto, olhos verdes e cachinhos dourados (quem vê até pensa né! Rs) com muita cara de mau, gritando feito uma louca e quase caindo (hehehe! Verdade. Reparem no vídeo) ao cantar comemorando com a torcida a vitória: eis as provas! Eu dou um balão, a venezuelana devolve alta e a Rô corta para finalizar: é bronze.

 

 

Fiquei com muita vergonha a 1ª vez que assisti. Hihi... Mas depois deu foi orgulho! Eu, completamente insana, berro: é bronze! É bronze amiga! Hahaha... Gritos que extravasaram tudo que passei durante o Parapan. Angustia, alegria, frustração, superação, tristeza, humildade, esperança, vontade... O treino foi recompensado. Putz! A bandeira ia subir por nossa causa! Orgulho demais. Mas também gritei para acordar a dona Rosângela que estava em estado de choque!! Kkkkkk....

 

Ô medalha suada! A gente não esperava mais a medalha, mas ela veio! E foi tão bonito, com tanta garra o nosso jogo, que teve até voluntário emocionado. Chorando conosco um esforço nosso! Oras, nosso sim! Ali não eram duas atletas. Era o peso de quem estava torcendo, vibrando, sofrendo e vivendo aquele momento conosco. Com o Brasil. Era muita gente naquela mesa! Obrigada a todos.

 

Obrigada ao Henrique. Um torcedor que gravou esse vídeozinho, tirou fotos e levou o CD pra mim. Valeu!

 

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 23h06
[] [envie esta mensagem]



E veio a tal medalha...

Medalha suada: bronze em equipe! Uhuuuu!!!

 

Que linda! Haha... To boba. Que engraçado. Sempre a última vitória difícil é a melhor de todas. Essa não foi diferente.

 

 

Entrei na competição sabendo que minhas chances de medalha eram mínimas. Por isso, esse bronze suado, disputado e conquistado foi tão importante! Valeu demais!!

A torcida foi importantíssima. Deu um gás a mais. Eu joguei de um jeito que nunca havia jogado. Completamente louca! Kkkk...

Sei lá o que deu em mim. Parece que baixou um santo! Haha... Ou foi a energia da torcida... Ou a bronca do Zé. Só sei que no jogo de dupla, quando estava 2x1 pra gente, eu virei outra!

 

Normalmente sou mais na minha. Mas eu gritava, berrava meeesmo: Rô, vamos lá! Vamos ganhar! Haha... Até xingar, eu xinguei: vamos ganhar essa p...!! Kkkk... Desculpa mãe.  Rs... Cara, fiquei rouca! Mesmo assim o jogo empatou em 2x2. Mas com muita garra, berros e paciência, fechamos em 2x3. Depois que vi o filminho do ponto final, nem me reconheci. Louca! Rss... A venezuelana sacou, eu dei balão e a Rô finalizou com uma cortada. 11x3 pro Brasil!

Eu havia vencido o individual por 3x1 e a Rô por 3x0, com a dupla fizemos 3x2, resultado final do jogo, 3x0 pro Brasil.

 

Nossa, muito bom! Valeu ouro!

 

Bjoos..



Escrito por Carlinha às 23h24
[] [envie esta mensagem]



Às 6:30 acordamos pro nosso último treino. O local dos jogos no Rio Centro é excelente. Gostei mais até que o do último mundial. Joguei bem hoje. Estou bem. Longe da convivência com as tradicionais pressões. Ansiosa, porém confiante. Não errei um saque hoje. Nooossa... Muito bom! Estou louca para testar meu jogo com as classes três.

 

 

Mas... Finalmente posso dizer que atleta também tem vida boa. Hehe... Depois do período concentrados na Aman onde pensávamos em: treino, treino, treino. Chega a hora de “desestressar”! Rss... O que sabemos até aqui, sabemos. Senão... Atleta começa a ficar nervoso, ansioso, e achando piolho em careca, sabe! Hehe... Daí, o ritmo diminui e ganhamos umas regalias para distrair a mente.

 

 

Uma delas foi ontem. Haháaa... Como estava com saudades de dançar! Cadeirante tb gosta oras!! Hihi... Fui à boate. Deu saudades das baladas das Danadinhas. Bacana mesmo. Mas bem mais simples que imaginava. Sem mesas, cadeiras... Apenas um espaço fechado para dançar, com música, DJ e muita luz! Chegamos tímidos e a turma do México fazia um auê lá. Depois o Brasil, no caso a gente do TM, fomos chegando e... Daí foi só festa! A Nete se divertiu horrores! As 22h, quando quis ir embora perguntem se ela queria ir? Kkk...

 

 

 

Já hoje depois do treino, relaxei com uma massaterapeuta de baixa visão. Tudo de bom! Agorinha fizemos uma reunião em volta do lago. Toda a seleção brasileira deu as mãos e agradecemos a Deus o que vivenciamos. Foi um momento muito bonito. Várias pessoas da delegação tinham velas nas mãos. De mãos dadas a gente se empolgou: fizemos a ôla (sei lá como escreve!) e cantamos gritos de guerra. Um deles, advindo da natação, é comédia! Povo figura! Assim:

“Vai lá, vai lá, vai lá! Vai lá de coração! Vamos sem braço, vamos sem perna, vamos ser campeão!”. Kkkkkkk...

 

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 21h57
[] [envie esta mensagem]



Em tópicos!!

Olá!!

 Er... Tanta coisa já aconteceu... Falta tempo pra ir à sala da internet. Então, vamos atualizar por tópicos. Hehe...

Primeiro quero dar os parabéns para a Janet! Foi niver dela ontem e fizemos uma festinha. Parabéns!!

 Vila:

Como vocês podem ver, a vila é linda e bem aconchegante! Os quartos foram adaptados para nós e todas as calçadas rebaixadas. O restaurante funciona 24h e oferece várias opções. Ai, to gorda! Hehe... Aqui descobri novamente as maravilhas do pão e do arroz integral, do leite de soja... Hahaha... Não sei até quando! Tem muitas guloseimas. A famosa boate abriu ontem. Eu, lógico, ainda não fui. Mas me disseram que é bacana. Parece que ela vai fechar sempre às 22h. De pouquinho em pouquinho as lojas vão abrindo e essa “cidade” ganha vida. A cada delegação que chega mais movimentada fica a vila. É muito bonito ver o movimento de várias cadeiras de rodas, os cegos enfileirados (um coloca a mão no ombro do da frente e a fila é guiada por alguém que enxerga), os atletas com suas próteses... Enfim, uma cidade em que ironicamente ser “diferente” é completamente normal e comum.

 Circo:

O Circo do Marcus Frota fez uma linda homenagem à seleção brasileira. Teve até mini-show dos Paralamas do Sucesso! Apesar do cansaço, valeu muito à pena. Amei ver o Maracanãzinho lotado.

Cerimônia de abertura:

Quando penso que já vi tudo que uma pessoa com deficiência pode fazer, me surpreendo. Na cerimônia que nos recebeu oficialmente na vila teve apresentação de capoeira. Entre os participantes do grupo, um rapaz sem as pernas. Pensei: como ele vai se apresentar numa luta que exige, a meu ver, uns 90% das pernas? Mas o menino da show! Coloca a cabeça como se fosse a perna, puxa a perna do outro com a mão... Se vira! O grupo mistura pessoas com e sem deficiência. Curti demais! Ó a cara dos atletas babando! Hehe...

 

 Escola:

Alguns atletas foram escolhidos para visitar escolas públicas e conversar com as crianças. Eu fui um deles. Visitei uma escola láaaa no Campo Grande. Foi cerca de uma hora e quinze para chegar. Mas valeu o dia sem treino. Um porque estou com dores no ombro e foi bom pra descansar, dois porque senti que era importante eu estar ali. Que eu levava esperança para essas crianças carentes. Carentes também de sonhar, de acreditar no potencial delas e de ter certeza que é possível superar as dificuldades. E olha que não estou falando de deficiências. Conversamos, eles fizeram muitas perguntas e depois jogamos numa mesa de concreto que a diretora fez por lá. O mais engraçado foi na saída. Aonde eu vou, todo mundo exige a medalha de ouro. Haha.. Como na palestra eu tinha dito que vou competir na classe três e que não tenho teoricamente muita chance de medalha, mas que ia fazer meu melhor e tal, uma professora quis ser boazinha e foi bem condescendente. Ela disse se despedindo:

- Olha, eu vou ficar feliz com qualquer medalha viu! Kkkkkkk... Deu vontade de dizer: eu também!! Rsss...

 

Bjoos...

 



Escrito por Carlinha às 15h18
[] [envie esta mensagem]



Aman - Academia das Agulhas Negras

Período de concentração:

 

Às seis da manhã já ouvimos o toque da alvorada: tan tan taaan... Hora de acordar! O café é apenas das sete às oito e meia. Aqui é assim. Tudo regrado, organizado e com seus devidos horários.

 

O pátio sagrado rsrs... 2a vamos assistir uma formatura dessas. Deve ser linda!

 

Acho que a idéia do Comitê Paraolímpico ao trazer toda a seleção brasileira pra cá era concentrar. Nos distanciamos da nossa rotina e passamos a nos preocupar com uma única coisa: treinar.

 

Estamos levando uma rotina “militar” hehe.. Lógico com várias regalias. Respeitamos as normas da instituição. Nada de bermudas e chinelos fora do treino, nada de pisar ou “rodar” no pátio de formaturas, nada de ficar acordado depois das 22h... Rss... 21:30 o elevador desliga. Às 22h ouvimos o toque de recolher é... Toque de recolher! E as luzes se apagam.

 

Dormimos em alojamentos. No meu quarto somos oito pessoas e o banheiro é no fim do corredor para todas as atletas. Mesmo assim, de vez em quando passa um cadete resolvendo algum pepino pelo corredor. Estou perdendo todos os meus pudores aqui! Kkkk... Ainda tem uma janelinha de vidro nas portas do quarto. Ai... Para ir tomar banho hoje, saí do quarto mandando o major fechar os olhos que eu tava só de toalha! Kkk... Eu mandando no major! Depois do banho, eu e a Rô estávamos nos trocando quando alguém bate na janelinha do quarto. Perguntamos quem era. O cadete respondeu: trouxe a água. E as duas gritam ao mesmo tempo: nãaaaao! Kkkk... Pareceu ensaiado!

 

As camas são bem estreitinhas e durinhas. Acho que é pros cadetes estarem sempre alerta! Hehe... Tem aqueles cobertores que vemos em filme de exército. Aqui é um friiiio... Brrrr... Fazia tempo que eu ñ sentia frio assim! Estamos sendo muito bem tratados. Eles fazem tudo que está ao alcance para nos sentirmos bem acomodados. A comida é bem gostosa e balanceada. Hoje ganhamos TV no quarto e deu até pra assistir a novelinha. Hehe...

 

É incrível pensar em como são formados os cadetes aqui. Os meninos ralam! Da janela do nosso quarto dá pra ouvir os gritos do... Er, chefe e o pelotão respondendo. Tipo... 1, 2, 3,4... 4, 3, 2, 1. Só que as frases são patrióticas. Afinal. Aqui se forma os aspirantes a oficial do nosso exército. Isso acontece no Brasil desde 1811 quando foi fundada a Academia Real Militar (acho que era esse o nome), depois que a família real veio pra cá em 1808.

 

Hoje de manhã a banda dos cadetes tocou. Muito bonito. Aliás, parece que tem no almoço e na janta também. Não tenho certeza porque segundo a Janet, apoio do tênis de mesa, dura apenas 35 segundos! Rsrs... Tudo aqui me dá saudades da época em que dançava na banda. Alojamento, fila no banho, banda... Água fria... Até algumas marchas que eles tocaram eu lembrava das dancinhas com pompom!

 

 

Eu avisando a minha companheira de equipe que saque vou dar por meio de sinais. Treinamento...

 

São 21:33 e já estou morrendo de sono e cansada. Treinamos de manhã e à tarde. Foi muito bom o treino de hoje! Só estou triste porque soube extra-oficialmente que jogarei com as atletas da classe três. Daí muda tudo. Tudo mesmo... Enfim, vou dar o meu melhor. Minha expectativa é fazer pontos para conseguir a vaga para as Paraolimpíadas. Medalha... Ahhh... Agora, o que vier é lucro!

 

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 20h28
[] [envie esta mensagem]



Esquentando pro Parapan...

Essa senhorita ao meu lado é campeã brasileira de TM da classe 3. Nós vamos fazer equipe no Parapan, daí, convidei a minha maior companheira e também adversária do Brasil, para juntas, treinarmos uma semana.

 

Técnicos e atletas da academia.

 

Foi bem cansativo, mas também produtivo. Vamos dar tuuudo!! Claro, a Rô conheceu muito dos meus hábitos e levou na bagagem além do treino, um pouco do jeito Carla de ser. Hehe... Eu aprendi com alguém, e passei pra frente! Por querer ou não, nós cadeirantes fazemos muito isso. Às vezes é bom, às vezes... hum... rs...

 

A tábua de transferência, invenção maravilhosa do Sarah que auxilia a independência é um exemplo e foi uma companheira inseparável. Com ela a Rô passava só pro carro. No começo, quando dirigia, ela se agarrava com tanta força ao carro que quase arrancava um pedaço! Kkkk... Agora, até ela ta pensando em tirar da gaveta a velha carteira de motorista. Mas claro, também a levei pra uma balada... Ahhh, experiência nova que pra não dizer loucura, chamo de ousadia! Uahuah!! Muito mais conveniente!

 

Quem me conhece sabe como curto axé. Taí, fomos na Ivete! Eu falei:

- Rô, prepare-se psicologicamente que lá tem muuuita gente. Ela:

- Não tem problema, já estou acostumada. Já fui a um show do Chico Buarque e a gente vai ficar afastada, claro. Eu ri e respondi:

- Claaaaro que não!! Hahaha...

 

 

Foi ótimo! Apesar de ninguém poder passar perto dela que já vinha a atleta “bloqueando” com o braço. Toda preocupada! Hehe... Ela escreveu pra mim: “Gostei de tudo. Apesar de você não acreditar, gostei até do show! Brasília me fez muito bem.”. Foi uma experiência inusitada e divertida pra ela. Mas... Agradeci que pro show ela não levou a raquete, senão... Ai de quem se aproximasse! Rss..

 

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 22h17
[] [envie esta mensagem]



Revezamento da Tocha Pan Rio 2007

Emoção! Sério, é a palavra que define tudo que senti. Desde o momento em que fui convidada até o momento em que editei esse filminho.  Haha!! É, não pensem que assim que vc passa a tocha para o próximo atleta acaba tudo. Continuei sentindo aquela energia boa que o símbolo principal do Pan me transmitiu.  

 Se preferir, assista pelo link:

http://www.youtube.com/watch?v=ot8CEuKj_GI 

 

Alguns dias antes da tocha vir para Brasília minha mãe me perguntou:

-- Carla, será que não vão te chamar pro revezamento da tocha do Pan aqui?

Eu, muito certa do que dizia, respondi duvidando:

-- Drrrrr... Até parece né! Vão chamar os atletas mais importantes tipo Leandro Macedo e tal... (Aliás, ele é muito gente boa!)

Imaginem a minha cara de espanto quando me ligaram do Ministério dos Esportes! A moça falou assim:

-- Carla Maia? Eu sou do Ministério dos Esportes e em nome do Governo Federal gostaria de convidá-la para participar do revezamento da tocha Pan Rio 2007.

Ahhhhh!!! Fiquei em êxtase!! Kkkk...

 

Enquanto a tocha se aproximava, meus olhos se enchiam d’água. Depois, tudo virou sorriso! Haha... Não consegui parar de rir.  Teve só uma confusãozinha. Os seguranças não me viram antes. Então, quando o atleta me entregou a tocha, quer dizer, tentou me entregá-la, eu falei:

-- Ué, ia ter um suporte!

Daí eles foram buscar o suporte. Hehe... Amei!! A tocha me pareceu um pouco pesada, mas quem fez a força foi a cadeira! Hihi... É um símbolo de paz, de união. E foi o que senti. Anunciando paz, união e muita alegria que estar por vir. No Pan e no Parapan, se Deus quiser!

 

Bjoos...



Escrito por Carlinha às 18h55
[] [envie esta mensagem]



Em pé!

Eu e a Nete (mais baixinha que eu hehehe)

 

Nunca pensei que fosse tão estranho! Depois de uns oito anos de lesão, pela primeira vez fiquei em pé de novo. Confesso que rola uma curiosidade. Você fica com vontade de ver como está seu corpo, o que engordou, o que afinou, e no meu caso que tinha 17 anos, se cresci. Acostumei nesses anos a me ver sempre na cadeira. Olhar pro pé de um ângulo mais baixo. E daí... surgiu a idéia de usar essa maca que levanta.

 

Amarrada para não cair, e sem os travesseiros tradicionais pra tirar uma foto, devagarzinho ela te coloca na posição quuuase de 90º. Olhei pra baixo e levei um susto! Caramba, muuuito alto! Hahaha!! Não fiquei tonta, mas não lembrava que em pé a gente ficava tão alta! Kkkkkk... Pareço uma boba falando né?! Enfim, achei meu corpo um pouco diferente, mas razoável. Kkkk... Ah! Me medi. Sempre fui chamada de baixinha. Aos 17 tinha 1,58 e ½ de altura. Tinha maior orgulho de dizer e ½!! Rss... Novidade: cresci galera!! Hoje tenho, segundo a fita métrica da Mércia, 1,60!!

 

Hoje sou uma baixinha menos baixinha!

 

Bjoos...

Escrito por Carlinha às 19h48
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]